
“Se você quiser tocar o coração de Deus, use o nome que ele adora ouvir. Chame-o de Pai”.
-Max Lucado
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“Se você quiser tocar o coração de Deus, use o nome que ele adora ouvir. Chame-o de Pai”.
-Max Lucado
Estava eu, a caminho de casa, com parte da cabeça fora da janela do ônibus, tipo aqueles cachorrinhos fofinhos em carros, sabe. Eu sempre colocava a música “Vou Testemunhar do Amor” para ouvir, e sempre no volume máximo. Ainda me pergunto como meus fones puderam durar tanto tempo sem que estourassem em meus ouvidos. Só que dessa vez a bateria não fez o favor de cooperar, e eu fiquei sem escutar essa música linda. Mas eu disse só escutar, porque bem baixinho comecei a cantar a música, ainda com a cabeça na janela. Mas a pretensão de tudo ali era sentir um pouco a brisa, suave e ainda fria por causa da chuva que havia marcado a noite anterior. Meus cabelos dançavam, não um tango caliente, mas um coisa calma, estava mais para um jazz. E eu continuava a esticar minha cabeça a fim de sentir aquele vento gostoso…
Optei por fechar meus os olhos. Só não dormi porque, acredite, você não sabe como são os ônibus aqui em Natal em pleno anoitecer. Lotados, barulhentos e fedidos. Mas eu não deixei nada daquilo me afetar, e continuei a cantar. Bem, eu não sou a melhor pessoa para falar sobre a diferença entre escutar e ouvir, mas confesso que pratiquei muito nesse dia. Enquanto eu cantava, eu pude realmente sentir a letra. Não o que a gente consegue ver, sabe, mas com o coração. A letra fala sobre o fato de que as coisas que temos o privilégio de ver e poder conviver testemunham em silêncio o amor de Deus. Eu não consigo acreditar nem um pouco que essas coisas maravilhosas desse mundo possam ter surgido de uma mera explosãozinha. “As cores do arco-íris, a brisa a murmurar, o olhar apaixonado de alguém que esta aprendendo a amar. As palavras de uma historia, as estrelas a brilhar, Deus criou o mundo todo pra testemunhar.” Aquela noite foi premiada com uma vista espetacular da lua cheia, fazendo com que todos à vista suspirassem a cada piscadela. Talvez Jesus tenha colocado e escolhido justamente aquela noite para que alguém em especial pudesse vê-la e lembrar-se do quão grande e maravilhoso Ele é, sempre foi e sempre será.
Aquele momento foi uma combinação perfeita. Eu ainda estava com minha cabeça estirada pela janela, como que anestesiada de tanto olhar para o céu.